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Pré-Projeto

Atualmente, a mídia vem expondo cada vez mais o sexo na televisão e isso vem influenciando nossas crianças e adolescentes.
De quem é a responsabilidade de educar, sexualmente, as crianças e os jovens?
Inicialmente diríamos que a responsabilidade é dos pais. Mas sabemos, que na prática não é o que acontece.
Temos como objetivo mostrar que a realidade é outra, hoje a escola é que possui cada vez mais esta responsabilidade de educar os alunos para uma sexualidade saudável. Sabemos também que em sua maioria, as escolas não estão cumprindo este papel com eficiência. Como motivo está o despreparo dos professores em abordar o tema, cheio de tabus, e a concorrência desleal dos meios de comunicação que acabam confundindo a cabeça do nosso jovem. Em um momento estão fazendo campanha para uso de camisinha, e no outro instante estão promovendo a promiscuidade, principalmente em novelas que “descrevem” o dia a dia, quando jovens praticam o sexo sem usar a tal camisinha (com raras exceções).
Especificamente, queremos mostrar que a responsabilidade de educar, sexualmente é dos pais. As respostas devem ser simples e claras, não havendo necessidade de responder além do que lhe for perguntado.
Outras vantagens de conversar com os filhos sobre sexo desde as primeiras dúvidas são:
- aumentar a intimidade e a afetividade entre si;
- abrir caminhos para que se possa conversar sobre tudo;
- informar corretamente, reduzindo as fantasias e a ansiedade delas decorrente;
- e, por fim, prevenir futura gravidez indesejável e contaminações por doenças sexualmente transmissíveis, como a sífilis e a AIDS, entre outras.
O método utilizado para a elaboração deste projeto baseia-se em revisões bibliográficas de publicações relacionadas ao tema.

Sexualidade Infantil

"O modo com que os pais falam aos filhos também influi sobre a maneira com que as crianças interiorizam as atitudes, os valores e os sentimentos dos mesmos. Os pais reforçam a curiosidade natural das crianças. Elogios, atenção e a presteza ao responder às perguntas das crianças constituem motivações para que elas continuem a experimentar e a fazer perguntas. A impaciência e a falta de respostas desencorajam a curiosidade, e a criança aprende depressa a não fazer perguntas" (Manning, S. A.).



Acessado em: 02/09/2009


Limitamos nosso conhecimento sobre sexualidade tomando por base a nossa própria experiência e deixamos de lado toda a diversidade que a própria sexualidade implica. Infelizmente, a sociedade em que vivemos, baseada em princípios cristãos, acredita que as crianças são como anjos, seres assexuados que não possuem desejos e prazeres sexuais.
Mas na verdade as crianças também sentem desejos e prazeres sexuais e estes se manifestam de maneiras diferentes em cada cultura. Por este motivo, afirmamos que a criança é um corpo complexo, sujeito as variações históricas.
Em cada cultura a questão da sexualidade é tratada de maneira diferente. Quando nos deparamos na educação infantil com manifestações sexuais das crianças ficamos horrorizadas, pois não estamos preparadas para encarar esses fatos como algo “normal” que faz parte do desenvolvimento das mesmas. As respostas as suas perguntas não devem ser ignoradas, devemos usar o bom senso para respondê-las, não devemos ser extremistas ao respondê-las (fantasiar ou explicar tudo).Em muitos momentos a manipulação de genitais, ou outras formas de expressão incomodam mais aos adultos, do que as crianças. Elas começam a descobrir o seu corpo e depois que a curiosidade inicial passar, a atenção da criança se voltará para outras coisas que lhe chame a atenção.
Acreditamos que deveria haver um espaço (horário) na instituição para que pais, responsáveis e professores pudessem ter mais esclarecimentos sobre esse assunto. As crianças estão cercadas por informações erotizadas que vão desde os programas de TV, amigos, pais, roupas, músicas, etc. Como negar essas informações que estão cada vez mais presentes em suas vidas?



Disponivel em:

http://peadinfancia.pbworks.com/&usg=__MaoXj-v0zaPW0H2aaP6AOrWR-f8=&h=1902&w=2571&sz=351&hl=pt-BR&start=3&um=1&itbs=1&tbnid=F1Vo_45FhPl0FM:&tbnh=111&tbnw=150&prev=/images%3Fq%3Dsexualidade%2Bna%2Bpr%25C3%25A9-escola%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN%26um%3D1
Acessado em: 27/11/09



A Educaçãoo Sexual inclui todo o processo informal pelo qual aprendemos sobre a sexualidade ao longo da vida, seja através da família, da religião, da comunidade, dos livros ou da mídia.
A sexualidade é construída, basicamente, a partir das primeiras experiências afetivas do bebê com a mãe e com o pai ou com quem cuida dele. Seguem-se as relações com família, amigos, e as influências do meio cultural.
Freud, ainda no início do século, através de seus trabalhos, constatando a existência da sexualidade infantil, da curiosidade natural das crianças a respeito de sua origem e das dificuldades decorrentes quando elas não conseguem responder a essas questões, alguns preconceitos e tabus impedido os pais de conversarem com seus filhos e na forma correta de informá-los. Outro fator agravante é quando a mí­dia trata a sexualidade com vulgaridade, se tornando pornografia.
Os tabus e a pornografia que levam muitos a considerar a sexualidade algo feio, imoral e pecaminoso e não algo sublime. A banalização do sexo, em que inexistem projetos e afetividade entre as partes envolvidas e a relação entre elas transforma-se em mera relação de uso e de troca. PRECISAMOS APRENDER A PENSAR COM A SEXUALIDADE.


Disponivel em:
http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://peadinfancia.pbworks.com/f/1225407974/sexualidade1.jpg&imgrefurl=http://peadinfancia.pbworks.com/&usg=__MaoXj-v0zaPW0H2aaP6AOrWR-f8=&h=1902&w=2571&sz=351&hl=pt-BR&start=3&um=1&itbs=1&tbnid=F1Vo_45FhPl0FM:&tbnh=111&tbnw=150&prev=/images%3Fq%3Dsexualidade%2Bna%2Bpr%25C3%25A9-escola%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN%26um%3D1
Acessado em: 27/11/09

Quando Falar de Sexo com as Crianças?!


Infelizmente as crianças estão expostas a tudo graças a mídia, a televisão acaba expondo certas coisas cedo demais, e uma delas é o sexo, infelizmente ele e explorado demais pela mídia.
As novelas, os filmes e principalmente o carnaval mostram cenas que as crianças ainda não têm idade para ver, e quando elas vêem essas coisas começam as perguntas do tipo “o que é sexo?” e é a obrigação dos pais explicar para a criança de maneira correta.
Quando uma criança fazer uma pergunta sobre sexo, responda de uma forma que a criança entenda, nada de mentiras ou fantasias, atualmente se tem aulas sobre sexo nas escolas, essas aulas ajudam as crianças a se conhecer e a entender esse assunto.
A sexualidade é uma coisa natural nos seres humanos, é uma função como tantas outras. Freqüentemente estimulamos a evolução de nossos filhos em vários aspectos (comer sozinhos, andar, ler...), mas com a sexualidade somos cuidadosos e até mesmo preconceituosos. A criança fica com a sensação de que faltam pedaços em seu corpo - elogiamos olhos, perninhas, cabelos e outros, mas não falamos em seus órgãos sexuais.
Há até bem pouco tempo, dizia-se às crianças que elas teriam vindo trazidas pela cegonha, ou que haviam sido compradas no hospital, ou ainda que teriam brotado de uma flor, etc. Hoje, sabemos que não há necessidade de mentir às crianças, mesmo porque elas são muito mais espertas, recebem informações de várias fontes, e, portanto, estas "mentirinhas bobas" só servirão para nos desacreditar ante os nossos filhos. Não pode ser considerado feio falar de algo que é natural. O melhor a fazer é falar a verdade, introduzindo neste momento palavras científicas ( pênis, vagina) para que possamos mostrar a seriedade do assunto, evitando assim gozações, malícia, palavras de duplo sentido.
As respostas devem ser simples e claras, não havendo necessidade de responder além do que lhe for perguntado. Dar respostas insuficientes faz com que a criança pergunte mais e mais ou, ainda, que vá procurar as respostas em outras fontes nem sempre confiáveis; por outro lado, dar respostas extensas demais, do tipo "aula completa", também não é indicado, é preciso buscar respostas de acordo com o que a criança for solicitando. É importante ficar claro o que exatamente ela gostaria de saber, para que a medida da resposta seja suficiente. A própria criança dará os sinais do momento mais adequado de saber cada coisa.
As outras vantagens de conversar com os filhos sobre sexo desde as primeiras dúvidas são: aumentar a intimidade e a afetividade entre si; abrir caminhos para que se possa conversar sobre tudo; informar corretamente, reduzindo as fantasias e a ansiedade delas decorrente; e, por fim, prevenir futura gravidez indesejável e contaminações por doenças sexualmente transmissíveis, como a sífilis e a AIDS, entre outras.
É preciso ainda que os pais fiquem atentos às mensagens contraditórias: estimular excessivamente as crianças no sentido do amadurecimento precoce, "queimando etapas", pode ser perigoso, pois elas podem perder o interesse por brincadeiras infantis, passando a imitar comportamentos adequados a "mocinhas e rapazinhos", o que inclui invariavelmente seus aspectos sexuais.